Um estudo analisa onde os jovens buscam felicidade



"Os jovens e a felicidade. Onde a buscam? Onde a encontram". A estas perguntas responde o sociólogo Javier Elzo em seu novo livro.

O catedrático da Universidade de Deusto afirma que os jovens espanhóis do século XXI relacionam a felicidade «com a adoção de valores altruístas e com a rejeição dos comportamentos que não são cívicos».

Em seu livro "Os jovens e a felicidade", recém-publicado pela editora PPC, é analisado "até onde os jovens estão contentes com sua vida, o que mais lhes agrada, se eles se cansam ou não, em uma palavra, se são ou não felizes", segundo assinalou seu autor na apresentação do volume enviado em um comunicado de imprensa.
Elzo realizou um importante trabalho de recopilação de dados de diversos estudos e pesquisas realizados durante os últimos seis anos, e levou a cabo uma análise em profundidade do significado destes dados com o fio condutor da felicidade.

O autor destacou entre as conclusões do estudo que «os jovens que somente pensam em festas, bebem e consomem drogas até que o corpo ou o bolso agüente estão manifestamente menos contentes com suas vidas que os jovens que sabem aliar os momentos de festa com o trabalho, o estudo, o esporte ou, simplesmente, a vida cotidiana do dia seguinte».
Neste sentido, sublinhou que «entediam menos porque o sentido de sua vida está muito além da mera aventura sem limites. Mas cuidado! Um jovem que não se relaciona com amigos, vive retraído e fechado em seu mundo, ainda que não fume, nem beba, nem use droga alguma, não é tampouco um jovem feliz, em absoluto. Também -- acrescentou -- fatores como pensar no futuro e preparar-se para isso, ter o dinheiro controlado no bolso, boas relações em casa, bons amigos (não somente companheiros) e não ter necessidade dos chats para estar com desconhecidos, assim como uma aceitação crítica das instituições, também se correlacionam positivamente com a felicidade. Como o fato de ser mulher».

Conclui o livro sustentando que "a idéia socrática de felicidade aliada à virtude e à justiça, e a quinta-essência do cristianismo como caridade..., no final, parece ser, inclusive empiricamente falando, o mais certeiro, o que, em maior grau, explica que uns sejam mais felizes que outros".
Por outra parte, Javier Elzo destacou na apresentação que o tema da felicidade foi objeto de análise "só de forma muito parcial e fragmentada nos estudos sobre jovens que se editaram até agora na Espanha".

A partir da publicação do Informe da Fundação SM "Jovens espanhóis 2005", do qual Elzo também é autor, surgiu-lhe a oportunidade de aprofundar neste ponto "em um Curso de Verão do ano 2005 da Universidade Menéndez Pelayo, em Valência. Apresentei alguns esboços e imediatamente depois me pus a trabalhar neste livro, “Os jovens e a felicidade”. Percorri, em detalhe, o publicado nos últimos seis anos e, de forma especial, aprofundei mediante novas análises (em especial, uma tipologia inédita) no estudo “Jovens Espanhóis 2005”.

«No novo livro -- acrescentou -- apresentei um “Índice Subjetivo de Felicidade Juvenil”, que me permita dizer quem se diz mais feliz e que fatores são os que, em maior grau, os levam à felicidade. Insisto que busquei indicadores subjetivos de felicidade, pois não sou eu, o autor, quem ao final dirá quem são mais ou menos felizes, senão os próprios jovens.»

Para definir os jovens espanhóis de hoje, Javier Elzo sublinha que estes, «especialmente os de menor idade, têm mais recursos que juventude alguma teve antes, mas lhes falta, em muitos casos (ainda que felizmente não se possa nem deva generalizar) o essencial: pais que tenham tempo para estar com eles».

Neste sentido, enfatiza que este deve ser "um tempo de qualidade", já que em sua opinião «o acúmulo de normas e proibições aos hábitos dos jovens» não é a solução para seus conflitos, mas que é "a ajuda à educação no seio da família (não as creches ou aos assistentes do lar), que deve ser potenciada, para que educar os filhos não suponha uma discriminação trabalhista aos pais, o que, sejamos claros, quer dizer discriminação às mães".

Realizado pelo sociólogo Javier Elzo
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Culto a Beleza: Rede Bealtiful Peolple




Uma rede social em que “não se aceitam os feios” e em que recentemente foram expulsos 5.000 membros por terem subido de peso lançou a recente oferta de doadores de óvulos e esperma para a possibilidade de gerar filhos bonitos.
Trata-se do site denominado Beautiful People (Gente bonita, N. do T.), que busca “fortalecer as probabilidades de se ter um filho belo”, explica a própria página na internet.
A rede Beautiful People nasceu na Dinamarca em 2002 e agora está presente em 190 países do mundo. Seus integrantes defendem a ideia dos doadores para bebês bonitos como uma “causa nobre”. O diretor do site, Greg Hodge, disse à agência AFP que se trata de “uma oportunidade que damos a todos os casais e mulheres solteiras com problemas de fecundação”.
Os aspirantes a pertencer a esta rede são aceitos após enviar uma fotografia e “criar um perfil onde as mulheres serão votadas pelos homens e os homens, pelas mulheres”, explica o diretor.
ZENIT falou com o médico ginecologista Carlos Alberto Gómez Fajardo, especialista em bioética, que assegurou que qualquer mecanismo de fecundação assistida “impõe a obtenção do filho como desejo feito possível pela tecnologia e como direito”.
Hodge qualificou o site que ele dirige como “muito democrático”, porque “reflete que a beleza é algo subjetivo, porque temos de todos os gostos, todas as origens étnicas e culturasi”.
Por sua parte, o doutor Richard Paulson, chefe da Divisão de Endocrinologia Reprodutiva e Fertilidade da Universidade do Sul da Califórnia, considera que esta proposta esbarra na “mentalidade eugenésica e abortista”, que “cresce no no terreno da ideologia light, em que ninguém parece se perguntar sobre a realidade: a condição pessoal humana de cada um dos milhares de embriões que são destruídos nos processos”.


Fonte; Zenit
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CREPÚSCULOS DOS VALORES: O UTILITARISMO


O utilitarismo

Pode-se resumir a doutrina utilitarista pela frase: "Agir sempre de forma a  produzir a maior quantidade de bem-estar".  O que interessa para o utilitarismo são as conseqüências que os atos geram. Se uma ação ou omissão não gerará bem-estar, não serve para o homem, é inútil, não tem utilidade. Por exemplo: fazer jejum gera fome, tira a sensação de bem-estar, portanto é inútil para o ser humano.
Para o utilitarismo, não importam as motivações da pessoa, mas sim os fins que suas ações geraram. Por exemplo: Renata e José pertencem a um mesmo grupo de oração. Sem José saber, Renata descobriu que José está vivendo determinada situação de pecado. Durante a oração no grupo, Renata proclama exatamente a situação em  que José vive, o que leva este irmão a se arrepender e procurar não mais viver essa situação de pecado.
Para uma pessoa utilitarista, não importa se Renata não agiu corretamente, importa que José se converteu.
Mas isso é contra a moral cristã. O Catecismo da Igreja Católica, em seu artigo 1753, ensina que: "Uma intenção boa (por exemplo, ajudar o próximo) não torna bom nem justo um comportamento desordenado em si mesmo (...). O fim não justifica os meios." O utilitarismo é hoje adotado como doutrina de sustentação de várias tendências que vão de encontro à mentalidade evangélica, contrárias à moral cristã.
Como dizia João Paulo II, na Carta às Famílias, em 1994, "o utilitarismo uma civilização da produção e do desfrutamento, uma civilização das "coisas" e não das "pessoas"; uma civilização onde as pessoas se usam como se usam as coisas. No contexto da civilização do desfrutamento, a mulher pode tornar-se para o homem um objeto, os filhos um obstáculo para os pais, a família uma instituição embaraçante para a liberdade dos membros que a compõem. Para convencer-se disto, basta examinar certos programas de educação sexual introduzidos nas escolas, não obstante o freqüente parecer contrário e até os protestos de muitos pais; ou então, as *tendências pró-abortistas *que em vão procuram esconder-se atrás do chamado "direito de escolha" (*pro choice*) por parte de ambos os cônjuges, e particularmente por parte da mulher."
Penso de forma utilitarista quando me importo somente com o resultado e não com minhas atitudes em si mesmas; ajo de forma utilitarista quando só busco o que me é útil, para o meu bem-estar, para a minha satisfação. Como dizia o Santo Padre, uma pessoa poderia assim passar a me ser útil ou inútil, como
se fosse um objeto. O que importa é a minha vontade, são os fins que busco atingir ao utilizar aquela pessoa, ao abortar e matar aquela criança, ao me separar de minha mulher, ao não falar mais com aquela pessoa do grupo: o que importa é o meu bem-estar, mesmo que para tanto tenha que "matar" o outro.

Fonte: Álvaro Amorim Consagrado da comunidade Shalom
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CREPÚSCULO DOS VALORES: EUDEMONISMO



O eudemonismo
Esta doutrina prega que o objetivo da vida humana é o bem-estar pessoal. Segundo o pensamento eudemonista, o homem deve afastar o sofrimento para alcançar a felicidade. Para ser feliz, o homem deveria experimentar somente  vivência constante de situações que lhe gerem bem-estar. Ser feliz, para o demonismo, é ter uma vida "boa".
O eudemonismo assim assemelha-se muito ao hedonismo, mas há uma diferença: o hedonismo considera o prazer o bem, já o eudemonismo considera a "vida boa" o bem.
A "felicidade" eudemonista consiste na vivência diária daquilo que geraria bem-estar: sossego, prazer, tranqüilidade, ausência de problemas e sofrimentos, harmonia interior.Na verdade, podemos perceber mais uma vez o forte individualismo nesta doutrina, o que se contrapõe totalmente ao Evangelho e à moral cristã, que pregam que a felicidade consiste em dar a vida pelos outros (Deus e os irmãos), como Cristo fez.
Toda vez que retenho a vida, sou infeliz. Toda vez que a dou livremente, nas várias situações que me acontecem diariamente, sou feliz: "quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-á" (Lc 9, 24).
O erro do eudemonismo consiste em considerar que o ser humano se basta para ser feliz e que a presença de sofrimentos afasta a felicidade.
Mas, eu pergunto: alguém na face desta terra está isento de ter problemas, dores ou sofrimentos ? Alguém está imune às conseqüências das limitações advindas do fato de sermos criaturas e não o Criador ? Alguma pessoa, fora Nossa Senhora, está livre das conseqüências do pecado original, das fraquezas humanas ?
A resposta a estas perguntas é óbvia: não!
E viver essas realidades de dor e sofrimento significa ser infeliz? Não! Eu posso acolher o sofrimento, próprio da minha condição humana, e ser feliz.
Há mais de 3.000 anos atrás, um homem já havia descoberto o caminho da felicidade: a vida em Deus.
· "[Deus] fez comigo aliança eterna, a ser observada com absoluta fidelidade. Minha salvação e inteira felicidade não é ele quem faz germinar ?" (II Sm 23, 5);
· "Dizem muitos: 'Quem nos fará ver a felicidade ?' Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz de vossa face. Pusestes em meu coração mais alegria do que quando abundam o trigo e o vinho. Apenas me deito, logo adormeço em paz, porque a segurança de meu repouso vem de vós só, Senhor." (Sl 4, 7-9);
Este homem foi Davi, que pecou contra Deus (II Sm 11, 2-17) e se arrependeu (II Sm 12, 13), que enfrentou conflitos e guerras (II Sm 3, 1), que perdeu um filho (II Sm 12, 16-18), e que foi capaz de dizer: "Digo a Deus: Sois o meu Senhor, fora de vós não há felicidade para mim." (Sl 15, 2). Como diz a antiga canção: "Cristo é a felicidade".
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O CREPÚSCULO DOS VALORES: HEDONISMO



Quando falamos em crepúsculo dos valores, queremos nos referir à decadência, ao declínio dos valores experimentado pelo homem e pela mulher de hoje. O ser humano tem promovido um declínio, uma queda, dos verdadeiros valores. Basta olharmos para a humanidade e vermos como há uma profunda crise de valores. O que o homem e a mulher de hoje valorizam não corresponde mais àquilo que a moral cristã aponta como adequado, como valores evangélicos. Deste modo, afastando-se dos valores evangélicos, o homem e a mulher afastam-se de Jesus Cristo, afastam-se da verdadeira felicidade e penetram na cultura de morte.

Este crepúsculo, declínio, dos valores pode ser percebido em algumas doutrinas tão vivenciadas pela humanidade atualmente.

* O HEDONISMO*

Esta doutrina considera que o prazer individual e imediato é o único bem possível para o homem. Tudo o que se opõe ao prazer representaria infelicidade para o homem.

A pessoa hedonista busca incessantemente tudo o que possa lhe proporcionar prazer, satisfação, gozo, e rejeita tudo o que possa lhe pedir renúncia ao prazer imediato, tudo o que gere dor ou sofrimento.

O hedonista vive em busca de prazer. Toda a sua vida consiste em obter o máximo de prazer possível em cada situação e recusar tudo o que se oponha ao

prazer individual e imediato.

 
Façamos um paralelo entre algumas características da doutrina hedonista e a moral cristã estabelecida no Evangelho:

* O QUE DIZ A MORAL HEDONISTA*

*O QUE DIZ A MORAL CRISTÃ*

A pessoa hedonista é extremamente egoísta, pois busca somente o seu prazer individual e imediato. Para ela, o outro, quando não colabora para a realização do seu prazer, torna-se um obstáculo a ser superado, algo inútil a ser descartado.



"[A caridade] não busca os seus próprios interesses" (I Cor 13, 5b).

Eu amo e sou feliz quando não busco realizar, satisfazer, meus próprios interesses, mas busco ter como minha a vontade de Deus.

O hedonista tenta fugir de qualquer sofrimento que a vida lhe apresente, tornando-se assim irresponsável perante os problemas. Como busca somente o prazer, não consegue acolher e viver os sofrimentos próprios da condição humana.

O exemplo de Jesus Cristo: "Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos (...) Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos (...) Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida" (Is 53, 3a.4.12a).

O hedonismo rejeita o seguimento do Cristo casto, pois prega a busca do prazer a todo custo, sem limites, sem responsabilidade.

Diz Jesus: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Mt 16, 24).

Exemplos de comportamentos e pensamentos hedonistas:

"Eu vou bem ficar sofrendo aqui, cuidando desta irmã que está doente ? Vou já me arrumar e vou pro "shopping", me divertir, eu preciso, sou gente!"

Ah, lá vem esse pregador falar de renúncia! Eu só vivo para os outros, só penso nos meus filhos, no meu esposo/minha esposa, tá na hora de pensar um pouco em mim. Faz tempo que não faço algo que me dê prazer. Afinal sou livre! Cansei desta vida. Vou agora investir em mim."

 "Mas por que Deus permitiu este sofrimento que vivo hoje ? Acho que ele não me ama. Estou sofrendo demais! Vou dar um tempo e sair. É hora de pensar no meu prazer também! Chega de sofrimento e renúncia! Essa pessoa nunca me dá alegria, nunca sinto prazer perto dela! Eu preciso ser feliz!

Não nasci pra sofrer! Chega!"

 "Ah, qual o problema de usar esta roupa ? Eu me sinto bem quando as pessoas olham para mim! Não vou renunciar e usar roupa de velha! Sou jovem, preciso ser feliz!"

"O que tem de mais eu ir para aquele "show" ? Não vejo problema nenhum. Quem faz o ambiente sou eu! Eu preciso me divertir, preciso curtir a vida!"

Veja a característica básica da pessoa hedonista: "eu preciso, eu quero, eu, eu, eu..." No fundo, o hedonismo, a busca do prazer como único bem do homem, representa um culto a si mesmo, uma auto-idolatria, e, portanto, uma rejeição a Jesus Cristo e à moral cristã.

Buscando o prazer máximo, individual, imediato, o homem passa a ser escravo, pois nunca está satisfeito, torna-se insaciável, irrequieto, precisa sempre de uma "dose" maior de prazer para se sentir bem.

Mas, sabemos que a verdadeira felicidade não consiste na realização de prazeres, de gozos. Como diz Santo Agostinho, "inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Deus."


Fonte: Álvaro Amorim Consagrado da comunidade Shalom
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Flagelos da Humanidade


Flagelados das enchentes do Paquistão, estendem as mãos para um helicóptero salvador que lhes traz alimentos. Calcula-se que as vítimas das chuvas diluvianas, no Paquistão, sejam, ao menos, 15 milhões de pessoas.


Foto: Arif Ali/Afp
http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/14953-imagem-de-irmaos-nossos-que-fala-por-si-so
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Natalia Andrade®. Tecnologia do Blogger.

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