Abortistas e MTV em campanha de “adestramento sexual” juvenil na América Latina.






ACI
A transnacional abortista International Planned Parenthood Federation (IPPF) associou-se à cadeia de televisão MTV em uma campanha para adestrar a população juvenil em matéria de sexualidade com alegações por escrito a favor da masturbação, da bissexualidade e o início das relações sexuais em idade precoce.
Conforme informam diversos meios de imprensa, a IPPF se uniu ao MTV a América Latina e os laboratórios Bayer entre outros organismos na campanha chamada em espanhol “Sé(x) tú mismo” (”Se(x)a você mesmo”) com motivo do chamado “Dia Mundial da Prevenção da Gravidez não Planejada em Adolescentes”, uma campanha global liderada por uma coalizão de ONGs e patrocinada pela Bayer para adestrar os jovens no uso e consumo de anticoncepcionais.
A campanha inclui a difusão na América Latina de um site multimídia na internet no qual se distorce a abstinência sexual e se promove condutas sexuais arriscadas alegando que a decisão de iniciar a atividade sexual a idade precoce é exclusiva dos jovens “embora alguns adultos queiram impor aos jovens quando e como tê-las”.
O site tenta convencer os consumidores do MTV –em sua maioria adolescentes– que os “direitos sexuais” são direitos humanos, que uma relação sexual é um “intercâmbio de prazer” e que é válido experimentar a sexualidade com pessoas do mesmo sexo.
“O que se relaciona com a sexualidade é extremamente diverso e vale a pena experimentar. Se você decide fazê-lo com alguém do mesmo sexo, isso pode ou não representar uma decisão permanente. O importante é que você se sinta seguro/a de seus sentimentos e decisões… e que você se cuide!”, recomenda o sítio Web Sextumismo.com
Os organizadores relativizam a abstinência sexual e sustentam que a única forma “correta” de expressar a sexualidade “é aquela com a que você se sente à vontade. Você decide como, quando e com quem ter relações sexuais”.
No site aqueles que praticam a abstinência sexual são acusados de canalizar “o impulso sexual através dos chamados sonhos úmidos” e equiparam falsamente à abstinência o mal chamado  ”sexo seguro”definindo-o como “a utilização de métodos anticoncepcionais para aquelas pessoas que decidem ter atividade sexual”.
Entre os grupos envolvidos na campanha figuram o The Population Council, Marie Stopes International (MSI), a Sociedade Européia de Anticoncepção, o Centro Latino-americano Saúde e Mulher (CELSAM) e United States Agency for International Development (USAID).
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Um estudo analisa onde os jovens buscam felicidade



"Os jovens e a felicidade. Onde a buscam? Onde a encontram". A estas perguntas responde o sociólogo Javier Elzo em seu novo livro.

O catedrático da Universidade de Deusto afirma que os jovens espanhóis do século XXI relacionam a felicidade «com a adoção de valores altruístas e com a rejeição dos comportamentos que não são cívicos».

Em seu livro "Os jovens e a felicidade", recém-publicado pela editora PPC, é analisado "até onde os jovens estão contentes com sua vida, o que mais lhes agrada, se eles se cansam ou não, em uma palavra, se são ou não felizes", segundo assinalou seu autor na apresentação do volume enviado em um comunicado de imprensa.
Elzo realizou um importante trabalho de recopilação de dados de diversos estudos e pesquisas realizados durante os últimos seis anos, e levou a cabo uma análise em profundidade do significado destes dados com o fio condutor da felicidade.

O autor destacou entre as conclusões do estudo que «os jovens que somente pensam em festas, bebem e consomem drogas até que o corpo ou o bolso agüente estão manifestamente menos contentes com suas vidas que os jovens que sabem aliar os momentos de festa com o trabalho, o estudo, o esporte ou, simplesmente, a vida cotidiana do dia seguinte».
Neste sentido, sublinhou que «entediam menos porque o sentido de sua vida está muito além da mera aventura sem limites. Mas cuidado! Um jovem que não se relaciona com amigos, vive retraído e fechado em seu mundo, ainda que não fume, nem beba, nem use droga alguma, não é tampouco um jovem feliz, em absoluto. Também -- acrescentou -- fatores como pensar no futuro e preparar-se para isso, ter o dinheiro controlado no bolso, boas relações em casa, bons amigos (não somente companheiros) e não ter necessidade dos chats para estar com desconhecidos, assim como uma aceitação crítica das instituições, também se correlacionam positivamente com a felicidade. Como o fato de ser mulher».

Conclui o livro sustentando que "a idéia socrática de felicidade aliada à virtude e à justiça, e a quinta-essência do cristianismo como caridade..., no final, parece ser, inclusive empiricamente falando, o mais certeiro, o que, em maior grau, explica que uns sejam mais felizes que outros".
Por outra parte, Javier Elzo destacou na apresentação que o tema da felicidade foi objeto de análise "só de forma muito parcial e fragmentada nos estudos sobre jovens que se editaram até agora na Espanha".

A partir da publicação do Informe da Fundação SM "Jovens espanhóis 2005", do qual Elzo também é autor, surgiu-lhe a oportunidade de aprofundar neste ponto "em um Curso de Verão do ano 2005 da Universidade Menéndez Pelayo, em Valência. Apresentei alguns esboços e imediatamente depois me pus a trabalhar neste livro, “Os jovens e a felicidade”. Percorri, em detalhe, o publicado nos últimos seis anos e, de forma especial, aprofundei mediante novas análises (em especial, uma tipologia inédita) no estudo “Jovens Espanhóis 2005”.

«No novo livro -- acrescentou -- apresentei um “Índice Subjetivo de Felicidade Juvenil”, que me permita dizer quem se diz mais feliz e que fatores são os que, em maior grau, os levam à felicidade. Insisto que busquei indicadores subjetivos de felicidade, pois não sou eu, o autor, quem ao final dirá quem são mais ou menos felizes, senão os próprios jovens.»

Para definir os jovens espanhóis de hoje, Javier Elzo sublinha que estes, «especialmente os de menor idade, têm mais recursos que juventude alguma teve antes, mas lhes falta, em muitos casos (ainda que felizmente não se possa nem deva generalizar) o essencial: pais que tenham tempo para estar com eles».

Neste sentido, enfatiza que este deve ser "um tempo de qualidade", já que em sua opinião «o acúmulo de normas e proibições aos hábitos dos jovens» não é a solução para seus conflitos, mas que é "a ajuda à educação no seio da família (não as creches ou aos assistentes do lar), que deve ser potenciada, para que educar os filhos não suponha uma discriminação trabalhista aos pais, o que, sejamos claros, quer dizer discriminação às mães".

Realizado pelo sociólogo Javier Elzo
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Só a radicalidade tem sentido


Lembro-me como se fosse hoje. Era o ano de 1986. Na pequena sala de tacos escuros da primeira casa comunitária, o Moysés, com o tradicional bermudão frouxo que os rapazes usavam naquela época, nos falava sobre o seguimento de Jesus de uma forma nova e surpreendente. Lembro-me de ter pensado: “Mas como é que ele conseguiu perceber tudo isso?” Era a graça especial dos primeiros tempos, tempos de fundação, tempo que vivemos ainda hoje e que viveremos enquanto o fundador e a co-fundadora estiverem vivos. Sim, vivemos tempos de graça. Somos bem-aventurados por vivermos este tempo na Igreja e na vocação.

O assunto do ensino daquela manhã quando nos sentávamos no chão por falta de cadeiras – e não éramos mais que cinco – era o seguimento de Jesus. O texto, Lc 14, 25-35:

“ Muito povo acompanhava Jesus. Voltando-se, disse-lhes: ‘Se alguém vem a mim, e não odeia seu pai, sua mãe,sua mulher,seus filhos, seus irmãos, suas irmãs, sim, até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo. Quem de vós querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, afim de ver se tem com que acabá-la? Para que,depois que tiver lançado os alicerces, e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele,dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pôde terminar. Ou qual é orei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz.Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia tudo o que possui não pode ser meu discípulo.

O sal é uma coisa boa; mas se ele perder o sabor, com que o recuperará? Não servirá nem para a terra nem para o adubo, mas lançar-se-á fora. O que tem ouvidos para ouvir, ouça!”



Naquela época, a radicalidade evangélica era – como será sempre em nossa vocação – essencial. Além de essencial, porém, era viva, muito viva. Viva e vivenciada sem descuido, à risca. Significava, antes de qualquer coisa, uma verdade evidente, embora tantas vezes descurada:

Seguir Jesus é deixar tudo e todos. Deixar todo o resto.

Deixar todos os outros que não Ele.



Muito povo acompanhava Jesus. Voltando-se, disse-lhes: “Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

Como isso era vivo para nós, os primeiros! Éramos os primeiros a sermos chamados a, literalmente, deixar para trás pai, mãe, mulher, marido, filhos, irmãos, irmãs e a própria vida. Ninguém antes de nós havia deixado tanta coisa para uma aventura completamente inesperada.

Hoje, sabemos muito bem o que é uma Comunidade Nova. João Paulo II falou desta realidade no Pentecostes de 98 em plena Praça de São Pedro e em seus documentos. A Igreja, hoje, reconhece várias comunidades novas a nível pontifício e a nossa está em processo de reconhecimento. Nosso fundador é convidado para o Sínodo sobre Eucaristia, para importantes eventos no Pontifício Conselho dos Leigos e para o lançamento do documento papal Deus Charitas Est.

Naquela época, iniciávamos uma aventura rumo ao desconhecido. Não sabíamos para onde estávamos indo, nem se a Igreja nos acolheria. Pelo contrário, por toda parte nos chamavam de loucos e setores da Igreja, alguns muito ligados a nós, desencorajavam nossa opção e não nos poupavam de perseguições e falatórios.

Deixávamos tudo por uma incerteza. Trocávamos nossos queridos por uma incógnita. Abandonávamos nossos estudos e trabalhos por uma aventura. Era isso, sim, mas aos olhos dos homens. Aos olhos de Deus – e, creia, naquela época estávamos cheios de Deus, cheios de entusiasmo, dispostos a dar a vida por Jesus! – aos Seus olhos e aos nossos, deixávamos todos e tudo por... Jesus, o Ressuscitado, o Cristo Vivo que havíamos experimentado no Batismo no Espírito Santo e que, através do Moysés nos propunha um seguimento radical, ainda que não soubéssemos para onde íamos ou se receberíamos alguma coisa em troca do que havíamos deixado. Era a fé a nos dar a certeza do incerto; a esperança a nos dar a certeza de que Deus tinha planos para nós, a caridade a queimar nosso coração de amor esponsal.

A exigência de Deus era clara: era preciso deixar tudo. A pregação do Moysés, muito explícita: a vocação Shalom exigia o deixar tudo, supunha o seguimento radical de Jesus Cristo. E isso ele pregava veementemente ungido, na pequena sala da República do Líbano para os seus cinco primeiros discípulos.

E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.

Como sempre, estava presente a eterna discussão acerca do que seria esta cruz. Em sua pregação, o Moysés deixava claro: era crucificar nossos planos, nossos desejos, nossa vontade, nossas afeições desordenadas, nosso amor a nós mesmos; crucificar tudo o que não fosse Jesus. Carregar tudo isso como uma cruz, renunciando a todo direito pelo privilégio incomparável de ser discípulo de Jesus.

Hoje em dia, de vez em quando me pego a comparar a qualidade do seguimento de Jesus que eu tinha naquela época e que tenho hoje. Que diferença! Hoje, cercada de seguranças, será que ainda é por Jesus que deixo tudo? Será que ainda carrego a cruz de morte de minha carne, desejos, planos, vontade, afeições desordenadas, amor a mim mesma? Cercada de milhares de irmãos pelo mundo inteiro, contando com o aval da Igreja e o reconhecimento da RCC, ainda vivo a radicalidade evangélica que requer absolutamente a prioridade radical de amor a Jesus Cristo deixando tudo e todos para trás?

Hoje, paparicada em meio a palestras, cursos, livros, rádio, tv, ainda mantenho a radicalidade de deixar tudo, absolutamente tudo para ser unicamente de Jesus e para segui-lo radicalmente, isto é, para ser radicalmente igual a ele? Cercada pelas estruturas da Obra e da Comunidade, tendo a identidade do Carisma melhor definida, com os pés nos Estatutos e nas Regras reconhecidas, já sabendo de onde vim e para onde vou, mantenho o mesmo nível de radicalidade, de amor esponsal, de desejo ardente de ser pobre como Jesus, casta como Jesus, obediente como Jesus, Paz como Jesus?

A grande surpresa da pregação do Moysés, entretanto, viria com o texto a seguir. Aliás, foi por este trecho que ele iniciou seu ensino, só depois voltando ao início da passagem. Vejamos:

Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários a fim de ver se tem com que acabá-la? Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la todos os que o virem não comecem a zombar dele, dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar. Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz.

O Moysés enfatizava bem que as ponderações de que fala o Evangelho, vinham antes de se tomar a decisão. Ou seja, antes de nos aventurarmos no desconhecido de seguir Jesus em uma comunidade, deveríamos pensar bem se estávamos dispostos a construir paredes imponderáveis sobre alicerces invisíveis, sem nenhuma segurança de que elas iriam sustentar-se de pé. Enfatizava, em sua pregação, que ainda que fôssemos reis todo-poderosos, deveríamos estar conscientes de que entrávamos para uma batalha humana e espiritual que não só duraria para sempre - e naquela época era comum citarmos Provérbios Se entrares para o serviço de Deus, prepara tua alma para a provação.

Tínhamos muito em mente que nos metíamos em uma batalha espiritual que duraria enquanto vivermos. O Moysés, por sua vez, deixava claro quem eram os inimigos que iríamos combater: a nós mesmos, nossa carne, nossos desejos, nosso amor próprio, nossos planos, nossas concupiscências, nosso desejo de ser como o mundo, nossa vontade de voltar atrás. Seria uma batalha desigual: dez mil contra vinte mil do inimigo.

“Quem amar a si mesmo”, dizia ele, “mesmo que seja só um pouco, não tem chances de vencer a batalha. Vai ter sempre a tentação de enviar embaixadores ao inimigo para conversações em vistas de uma falsa paz, de uma paz passageira que o inimigo e o mundo podem dar. No entanto, quem decidir não amar a si mesmo acima de Jesus, do mundo e de seus queridos, continuará na batalha, mas encontrará a Paz que é o próprio Jesus e que só ele dá. Cristo é a nossa paz!”, finalizava ele, citando passagem que, na época tínhamos como o texto de nossa vocação, uma vez que o Espírito não nos havia ainda inspirado e explicado Jo 20,19, o que só viria a ser registrado quando da elaboração dos Estatutos.

Hoje, vinte anos depois, é fácil constatar como ele tinha razão e como era profético seu ensinamento. Vemos que aqueles que antes de entrar para a comunidade tomaram a decisão pelo seguimento radical de Jesus Cristo têm nela o alicerce de sua casa e a vitória de sua batalha. Muitos, porém, que entram por fantasia ou com outras motivações, não terminaram de construir a casa ou acabam por contemporizar com o inimigo e com o mundo. Pouco a pouco os projetos pessoais, os desejos não crucificados, a amizade com os valores do mundo corroem seus poucos tijolos e tiram a força de seus soldados.

Uma blusa com ou sem manga, uma comunhão de bens doada ou retida, uma saída à noite para um lugar devido ou indevido, de per si parecem inofensivos. Vistos sob a perspectiva da radicalidade evangélica que nossa vocação exige, porém, tornam-se arma de batalha, argamassa forte que une tijolos sem deixar brechas. Uma simples renúncia a uma cava, à compra de um bem supérfluo, a uma diversão mundana, pode fazer a tremenda diferença entre uma vocação vivida até o final da vida ou abandonada pela metade da caminhada.

Decidir-se a não contemporizar ou, para utilizar a linguagem de São Paulo, não ter amizade com o mundo, com nossos projetos pessoais, com nossa carne, com as concupiscências, é o passo essencial para quem quer viver a vocação Shalom que exige, absolutamente, a radicalidade evangélica. Sem a radicalidade evangélica, sem o seguimento radical de Jesus em sua maneira de viver, em sua pobreza, obediência, castidade não existe a vivência da vocação Shalom. Sem seguir radicalmente a Jesus em sua incansável parresia; em seu tomar a cruz, renunciando, ao tomá-la por amor, a todos os seus direitos de Deus e de homem, não se vive a vocação Shalom.

A grande tentação é contemporizar. Tentar harmonizar o seguimento de Jesus e os projetos pessoais, gostos, desejos, reivindicações de direitos, desobediência velada, pobreza aparente, castidade mitigada. Sim, esta é a grande tentação. Ela começa a aparecer sorrateiramente, disfarçada de boas intenções e se instala em uma vivência morna e mitigada que ameaça a vocação de todos. Tudo o que é morno, tudo o que é mitigado, tudo o que é contemporizado vai de encontro à nossa vocação. Isso o Moysés já havia deixado bem claro ao escrever Obra Nova com sua admoestação aos covardes e sua exortação à radicalidade e à renúncia até o sacrifício dos belos galhos verdes.

Nos inícios, era bem mais fácil enxergar os perigos, contar os dez mil inimigos que ultrapassavam nossas tropas, contabilizar a quantidade de tijolos, medir a resistência dos alicerces. Com o crescimento da comunidade, tudo isso se dilui e nos coloca na contingência da re-escolha da radicalidade absoluta. Como finalizou o Moysés, há vinte anos:

Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.

Você não conseguiria ouvi-lo dizer:

“Assim, pois, isto é, desta forma e somente desta forma, não de outra forma, mas desta forma, qualquer um de vós – qualquer um, você ou eu, qualquer um de nós – que não renuncia a tudo, tudo, não a metade, não a uma parte, mas tudo, tudo o que tem, tudo o que é... tudo! Não pode ser discípulo de Jesus. Não tem como segui-lo. Não tem como ser como Ele, que deixou tudo para seguir a vontade do Pai. Não tem como viver a magnífica vocação que Nosso Senhor nos deu! Esta vocação exige, exige a radicalidade evangélica, exige o sacrifício de nós mesmos, de tudo o que somos e temos, exige o seguimento radical de Jesus Cristo Nosso Senhor.

Por isso, pense bem antes para não desistir depois. Conte seus tijolos, verifique sua argamassa, conte suas tropas e jamais, jamais contemporize com o mundo, com a carne, com o mal, com você mesmo! Jamais! Do contrário, o sal perderá o seu sabor, pois:

O sal é uma coisa boa, mas se ele perder o seu sabor, com que o recuperará? Não servirá nem para a terra nem para adubo, mas lançar-se-á fora.

Não percamos nosso sabor. Ele não é nosso. É de Deus. É Deus quem no-lo dá. Não percamos a radicalidade evangélica. Do contrário, nossa vocação não servirá para a nada, nem para nós mesmos, nem para a humanidade e acabaremos, nós mesmos, por lançá-la fora, por desperdiçá-la tristemente.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

Amém. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!”

As palavras podem ser as que nosso fundador usaria atualmente. A memória pode me trair. No entanto, atesto que, há vinte anos, sob os arcos da Maria Tomásia, para a comunidade de Aliança e, anteriormente, na pequena sala da República do Líbano, para a comunidade de Vida, foi isso o que pregou o Moysés sobre Lc 14, 24-35, explicando que era preciso a decisão de tudo deixar antes de aventurar-se, repetindo o que havia escrito em Obra Nova. Sim, foi isso o que ele nos ensinou, afirmando que na vocação Shalom, ou vivíamos a radicalidade evangélica do seguimento de Jesus Cristo, ou não viveríamos a magnífica vocação a que Deus nos chama

Emmir Nogueira - Shalom Maná
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Superando o passado

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Pornografia: qual o problema?

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Se nos amamos, está ok ter sexo?


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Quem é Jason Evert e Cristalina?



Jason Evert ( nascido 1975) é um pregador católico, cujos temas enfatizam castidade. Iniciou seu testemunho em 1999, e a partir de 2003, junto com Cristalina Evert, sua esposa, viajam anualmente pelos Estados Unidos a fim de difundir  a notícia da nova revolução sexual a mais de 100.000 estudantes. 




Ele não deve ser confundida com D. Jason Evert (nascido em 1971), um ecologista de destaque baseado em Jacksonville, Flórida.
Jason Evert é mestre em Teologia, e licenciado em Psicologia e Teologia, com especialização em Filosofia na Universidade Franciscana de Steubenville.

Site oficial: http://www.chastity.com/
Jason no twitter: @jasonevert

Irei postar alguns vídeos da série que Jason apresenta nos Estados Unidos. Vale muito a pena conferir e divulgar.

Shalom!
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Jason Evert - O que é a castidade?

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CNJ - 2010 Fotos


Aconteceu o Congresso Nacional da Juventude, promovido pela comunidade Católica Shalom, em SP. Haviam jovens de todos (quase, por pouco..) os estados do Brasil, onde ouvimos ao nosso fundador, Moysés, Gabriela Dias e Pe. Marcos, todos da Comunidade Shalom...




“Bom mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna? (Mc 10,17)"...


Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis..
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade 



Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.

Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.

Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.

Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.


 
 
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.

Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.

Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.

Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.


 
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".



(João Paulo II)

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Unesco aposta em ''potencial''dos jovens na construção da paz





A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova, destacou, nesta quinta-feira, por ocasião da comemoração do Dia Internacional da Juventude, o "potencial" dos jovens para conseguir o desenvolvimento e a paz.

Em coincidência com a inauguração do Ano Internacional da Juventude, proclamado pelas Nações Unidas, Irina lançou uma mensagem na qual propõe "criar mais espaços e oportunidades para cultivar a participação cívica e permitir que os jovens intervenham para determinar seu futuro".

A cinco anos da meta fixada para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – 2015 – "é mais importante do que nunca, encorajar os jovens a colocarem todo o seu empenho em obter um mundo mais justo e sustentável" – acrescenta ela.

Irina lembra que a finalidade do Ano da Juventude – que girará em torno do diálogo e da compreensão mútua – é evidenciar a contribuição que os jovens fornecem à sociedade, ajudá-los a resolverem os problemas que enfrentam e encorajá-los a participarem de iniciativas de desenvolvimento.

O investimento público na juventude tem benefícios duráveis para toda a sociedade, segundo a diretora-geral da Unesco, que sublinha que "serão potencializadas as políticas de juventude que promovam a equidade e a colaboração direta com os jovens".

"A Unesco tem o firme propósito de dar autonomia aos jovens e de vigiar para que suas opiniões sejam levadas em conta" – afirma Irina em sua mensagem, prometendo que a Unesco destinará mais ajuda aos Estados-membros, para a formulação de políticas e programas eficazes, destinados aos jovens.

"Os jovens devem ter a possibilidade de participar, na qualidade de interlocutores respeitados, da tomada de decisões", segundo Irina. Ela insiste que "é interesse de todos" dar a eles as competências de que precisam, para construir um futuro mais sustentável.

Irina conclui sua mensagem, com um convite-apelo aos governos e à comunidade internacional, para que encorajem os jovens de todo o mundo "a aproveitarem as oportunidades oferecidas neste ano, para criar redes, trocar ideias e empreender projetos que promovam a paz, o entendimento mútuo e o desenvolvimento para todos".
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Jovens Tristes



"Mesmo estando feliz, se mostra triste para todo mundo ficar com pena de você;
Não olha ninguém nos olhos, dá uma de cachorro com fome
Usa roupas do sexo oposto
Corra atrás dos mais populares, na esperança de você virar um deles
Se faz de coitado(a) e diz todos seus defeitos e problemas no seu perfi
Não come carne, porque você tem pena dos pobres animaizinhos Adicionar imagem
Adora o número 24
Usa lacinhos
Usa maquiagem exagerada, seja homem ou
Dá uma de maníaco depressivo sem ter depressão
Fala mal de todo mundo pelas costas, seja amigo ou não
Faz um escândalo por qualquer coisa
Se revolta com tudo que você não gosta e chora por causa disso
Tira fotos com cara de triste
Você sempre é a vítima
É escravo do que você chama de moda
Faz tudo para aparecer ou para os outros notarem sua presença
É um(a) maria vai com as outras
Fofoca
Evita ter relações sexuais com pessoas do sexo oposto
Se humilha por bobagens
Acredita em Papai Noel e coisas do tipo
Sente-se incompreendido(a)
Tenta corrigir todos com o que você acha que é certo
Não pratica esportes
Tem como hobbie o tricô, crochê e etc...
Nunca é você mesmo(a)"


Essa são algumas das características das chamadas tribos emos, no qual retirei de um site do tipo; realidades comum no meio dos jovens, e, diante dessas características muitas vezes tidas como absurdas, qual nossa reação? Essa não é uma realidade distante de nós: está diante de nossos olhos, e o que fazer para mudar? Ao me deparar como os jovens de hoje estão se comportando e sentindo, conclui-se que vivem como "mortos-vivos": mortos, pois não acreditam na esperança, não acreditam na felicidade, e se afundam, cada vez mais no sofrimento. Em uma pesquisa, a maioria dos suicídios acontecem em pessoas entre 18 e 27 anos; jovens que, no auge da sua vida, na época mais bela, pois é o tempo das descobertas e decisões, se afundam cada vez mais na depressão. Se ainda somos indiferentes as realidades, é preciso mudança; da mesma forma que um dia fomos evangelizados, e encontramos o sentido das nossas vidas, hoje, é preciso também que sejamos os instrumentos para semear a luz num mundo muitas vezes obscuro e cheio de trevas. Deus se faz precisar de nós!
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A U D R E Y



Meu nome é Audrey. Tenho 1,75 metros, cabelos castanhos claros e muito lisos, olhos azuis, como meu pai. Minha mãe chama-se Geórgia. É baixinha, 1,55m, morena, cabelos encaracolados, olhos pretos de jabuticaba, quadris largos, biótipo típico da mulher brasileira adulta do final do século 20. Meu biótipo é conhecido como o de um “europeu puro”, como o do meu pai, que não conheço. Sou filho de “pai anônimo”, cuja identidade é mantida em sigilo. Meu pai não existe.
Minha mãe me comprou pela internet, no ano de 2002. Lésbica, ela desejava ter um filho, mas não podia nem imaginar ter relações sexuais com um homem para conseguir seu intento. Assim, resolveu comprar-me. Clicou no www.algumbancodesemen e escolheu a mercadoria que lhe convinha, com as características de um “sangue-puro” europeu. Antes, verificou se eram confiáveis os processos de seleção da empresa: a saúde do reprodutor, seus antecedentes com relação a doenças geneticamente transmissíveis, sua idade ideal. Todas as características físicas foram checadas e rechecadas.
Conforme me disse, quando me contou de onde eu vinha, teria encomendado a mercadoria feminina, mas, por erro do médico brasileiro que procedeu à implantação da mercadoria, nasci eu, um menino. Por isso meu nome é Audrey, nome feminino, herdado de Audrey Hepburn, atriz de cinema e ídolo de minha avó quando minha mãe era criança. Ela me explicou que esta história de ter nome de homem e de mulher não tem nada a ver e que era charmoso ter um nome feminino mesmo sendo homem. Não me importo muito; as pessoas não conhecem bem este nome no Brasil. Aliás, não me importo com nada.
Só tenho a minha mãe. Não adianta procurar meu pai. O www.algumbancodesemen não fornece a identidade dos fabricantes de mercadorias como eu. Sei que ele era um puro europeu, com 1,75metros como eu, cabelos castanhos claros e lisos, como os meus, olhos azuis, como eu. Muitas vezes me olho no espelho e acho que sou meu pai.
Vivi em um universo de mulheres, lésbicas, bissexuais e transexuais, com alguns eventuais amigos gays. Foram sempre gente boa para mim. Eu era alvo da curiosidade de todos e, quando fui matriculado nos colégios em que estudei, minha mãe teve o cuidado de procurar instituições que registravam somente o nome da mãe, a única garantia de filiação, hoje em dia, no mundo inteiro e também no Brasil. Lembro-me de uma enorme briga que ela pegou quando foi me matricular em um curso de línguas e a secretária registrou: Pai: desconhecido. “Está pensando que sou uma prostituta, é?”
Até hoje tenho guardado no fundo de uma gaveta um artigo que saiu em 24 de setembro de 2003, explicando acerca de como escolher e comprar filhos pela internet, com a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segundo o artigo, meu preço foi cerca de R$ 1.800, mas minha mãe diz que custei muito mais, se for somar o preço do médico, da inseminação, dos exames, do hospital, dos remédios. Creio que devo considerar isso uma prova de amor da minha mãe, disposta a pagar caro por sua mercadoria.
Hoje, no mês de janeiro de 2018, completo 16 anos. Minha mãe mudou de companheira duas vezes, depois que nasci. Ela é muito agitada, fala o tempo todo, sai muito, trabalha muito. Não tem tempo de parar, olhar para mim e ver o que se passa no meu interior. Aliás, minha sensação é que ela só vê meu físico e tem certeza de que não há nada dentro de mim. Quando fez a encomenda de mim ao banco de sêmen na web, não quis saber acerca da personalidade do meu pai: se era alegre ou triste, afetivo ou indiferente, reflexivo ou agitado, introspectivo ou não. Não informaram se ele era afável ou agressivo, se gostava de crianças, se gostaria que eu existisse. Não informaram se ele se sentaria no chão para brincar de carrinho comigo, ou se iria à festa do dia dos pais no colégio. Não informaram se torceria pelo meu time, se ficaria feliz com minhas notas, se ouviria minhas confidências. Só deram suas características de macho reprodutor: branco, 1,75m, cabelos castanhos claros, olhos azuis, 30 anos.
Não informaram se ele, como eu, seria agressivo, revoltado contra tudo e todos. Ninguém disse se ele era ansioso como eu, se, como eu, tinha vontade de desistir de tudo. Não consta nenhum dado sobre se, como eu, ele tinha mania de roubar tudo o que via, das lojas e das pessoas, especialmente coisas pequenas, segundo o psicólogo do colégio, em uma tentativa de preencher o meu vazio. Mas será que ele também não era assim? Será que, aos dezesseis anos, além da cleptomania ele pesava, como eu, 98 quilos, empanturrando-se de doces, sanduíches, sorvetes até vomitar tudo para comer tudo de novo? Minha mãe é magra e não rouba. Mas, e ele? Por que eu sou assim? Herdei dele? Herdei do fato de ele não existir? Herdei do fato de ele ser um fabricante anônimo de gente?
Estou agora em uma Lan house com o Tobbie, meu bichinho eletrônico com sentimentos, um tamagosh. Ele está azul arroxeado, como eu, o que, segundo o fabricante, significa que está triste. Tenho de alimentá-lo com carinho para que volte à cor normal, do contrário, ele “morre”. Decidi deixá-lo morrer. Este bicho fica sempre querendo carinho e eu tenho muita raiva quando ele fica assim.
Também eu decidi morrer. Toda mercadoria tem um tempo de uso, não é mesmo? Chegou meu tempo. Acabou meu prazo de validade. Deixo minha história aqui, registrada neste computador da Lan e envio-o para todos os bancos de sêmen que encontrei nos sites de busca. Ontem já cuidei de ir a um banco, aqui mesmo no Brasil, e fazer minha doação anônima, produzindo gente. Quero ser igual ao meu pai em tudo, na não existência e na reprodução anônima. Sei que isso ele, com certeza, fez. Minha esperança é que ele, se ainda estiver vivo, acesse o site onde fui armazenado e vendido e eles lhe contem um pouco do destino de seu produto. Tive o cuidado de fazer uma única exigência ao banco em que armazenei meu produto: que não o vendessem para mulheres de nome Geórgia.
Com a mesada que minha mãe me dá e o dinheiro da venda do meu sêmen, comprei um belo coquetel. Saio agora para um lugar de sempre para tomar uma última overdose. Assim, serei como meu pai, inexistente, e, além disso, morro feliz.
Artigo baseado em notícia acerca da venda de sêmen pela internet para inseminação artificial. A história é fictícia e aventa os danos morais e emocionais que podem atingir os filhos de pais anônimos.
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Santos de Calça Jeans




"Precisamos de SantosPrecisamos de Santos sem véu ou batina. Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos. Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade. Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade. Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais. Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man. Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos. Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".
(João Paulo II)
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Natalia Andrade®. Tecnologia do Blogger.

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